Padre Francisco: homenagem ao professor

No dia do professor trago está lembrança da homenagem na missa celebrada pelo Padre Francisco, há 13 anos. Ele foi um mestre nos ensinando a Palavra de Deus e como viver bem uns com os outros. Que todos os professores possam seguir este exemplo de amor e ensinar a verdade, pois todo conhecimento vem de Deus.

Deus é o nosso porto seguro

O capítulo 26 do livro do profeta Isaías é muito interessante, pois, ao mesmo tempo que é um louvor a Deus é também o reconhecimento da fragilidade humana e de seus pecados.

Ao ler este capítulo, entre os versículos que me chamou a atenção destaco dois apenas.

O primeiro é o versículo quarto, onde o profeta diz “tende sempre confiança no Senhor, porque o Senhor é um rochedo perene”.

De fato, Deus é perene. Ele sempre existiu e sempre existirá, por isso Santa Tereza D’Ávila afirmou “tudo passa, Deus não muda”.

Lembremos também as palavras de Jesus: “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela porém, não caiu, porque estava edificada na rocha (Mt 7,24-25).

Quem é a rocha, é Deus. Ele é firme e eterno. Por isso, precisamos ter a coragem de confiar Nele. Quando assim fazemos estamos verdadeiramente num porto seguro. Estamos nos apoiando e buscando abrigo em Alguém que somente sabe amar e nos quer o bem, quer a nossa salvação.

Mas, é importante lembrar que Deus, que somente ama, respeita a nossa liberdade. Ele não invade nosso coração e nossa vida. Ele somente faz e se torna a rocha firme que nos sustenta em todos os momentos quando permitimos.

O segundo versículo que destaco no capítulo 26 do livro de Isaías são os oito e nove: “… Senhora, nós vos esperamos; por vosso nome e vossa memória nossa alma aspira. Minha alma vos deseja durante a noite e meu espírito vos procura desde a manhã”.

Aqui basta lembrar as palavras de Santo Agostinho, quando no seu livro Confissões afirma “porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso”.

De fato, desde a origem da humanidade, o ser humano das formas mais variáveis busca encontrar-se com Deus e a Ele dá nomes mais distintos. No entanto, por ser uma criatura de Deus, no seu íntimo sempre está o desejo de buscar no Senhor o descanso e a segurança.

Padre Francisco: um pastor que nunca abandonou suas ovelhas

Durante toda a sua vida sacerdotal, Padre Francisco cuidou daqueles que iam a sua procura.

No entanto, no dia de finados como um pastor que não abandona suas ovelhas dedicava um tempo para ir ao cemitério rezar por aqueles que já estão na casa do Pai.

Hoje, junto daqueles por quem rezou no dia de finados intercede por aqueles que deixou, mas que seguem ainda seus ensinamentos.

A tragédia em Petrópolis: um ciclo que se repete

A tragédia em Petrópolis, ocorrida no dia 15 de fevereiro, deixando um rastro de 233 mortos e mais de 900 pessoas desalojadas e desabrigadas é o resultado de décadas de omissão do Poder Público e de boa parte da sociedade petropolitana, que também foi omissa em não participar da construção e cobrar políticas públicas para atender os petropolitanos e, principalmente, os mais carentes. (Foto: TV Brasil)

Mas, não podemos ignorar de forma nenhuma o que vem ocorrendo no planeta com a mudança climática e Petrópolis não está numa bolha, por isso sofre também os impactos desta mudança. Petropolitanos ou não, quem mora na cidade há mais de 50 anos sabe que o clima petropolitano mudou nos últimos 30 anos.

A chuva fina no período do inverno é algo raro, assim como o nevoeiro que tomava conta de todo o primeiro distrito, hoje também é um fenômeno quase raro. O calor com o sol forte é algo também que foi alterado e com isso, o verão petropolitano, mesmo que seja ainda melhor que algumas capitais como o Rio de Janeiro, não é o mesmo de 20 anos atrás.

Portanto, a tragédia do dia 15 de fevereiro tem que nos levar a uma reflexão rápida, com medidas urgentes e eficazes e com o olhar no futuro da cidade para que isto não volte a ocorrer. Mas, se acontecer por se tratar de um fenômeno da natureza agravado pela mudança climática, que não tire a vida de milhares de petropolitanos.

Ouvi de um amigo, residente em outro estado: “Você fala com tanta naturalidade sobre o que aconteceu, falando sobre mortes e como as pessoas perderam suas casas como se fosse algo muito natural”.

No momento do comentário fiquei chateado. Estava angustiado e sofrendo com as vidas perdidas e por ter minha casa, um sonho de 25 anos, interditada e sem previsão de retorno. Depois com calma, pensando melhor, dei razão ao meu amigo, pois as tragédias em Petrópolis se repetem desde o tempo do Imperador Dom Pedro II, e a sensação é justamente essa: as barreiras são algo natural em Petrópolis. O que não é natural são as vidas perdidas.

Este é um problema histórico, pois desde a fundação da cidade há notícias de desastres como este, mas também é um problema social, pela falta de uma política habitacional que busque dar dignidade aos petropolitanos. (Sugiro a leitura do artigo da jornalista Estela Siqueira que fala sobre as 652 mortes em 34 anos, clique aqui). E, todas as vezes que um desastre desse acontece entram em ação os projetos para construção de habitação popular e mais recentemente, o Aluguel Social, que deveria ser uma medida paliativa e emergencial, vem se transformando numa política de governo.

A falta de uma política habitacional e de programas que garanta a população de baixa renda conquistar seu imóvel próprio. Aliado aos baixos salários, custo de vida elevado e a especulação imobiliária empurra a população para locais de risco, para o alto dos morros e margens dos rios. Ninguém mora num local de perigo porque quer. Todos querem e sonham com um lugar seguro para viver sua história e cuidar de seus familiares.

No entanto, considerando que a chuva do dia 15 de fevereiro foi um fenômeno da natureza, como disse agravado pela mudança climática, que medidas são possíveis tomar para evitar a perda de tantas vidas. É preciso ter uma política pública de prevenção a desastres como ocorre em diversos países. É preciso promover uma mudança cultural no país e se o governo federal não se propõe a fazer, que o Governo Municipal tome as medidas necessárias para promover essa mudança, começando pela formação das novas gerações.

Vou ficando por aqui, mas como está no título é a primeira parte de uma série de textos que vou produzir sobre o assunto. Neste momento lembro do saudoso Philippe Guedon, que lutou bravamente pela participação popular para se construir uma cidade com políticas públicas e uma cidade planejada.

Ao olhar a hora, percebi que termino este texto há exatos um mês quando celebrei meus 58 anos, e, dois dias depois sai de casa correndo rumo a um local seguro, sem a perspectiva se poderia voltar ou não para minha casa. De fato, não voltei. Ela está interditada. Alguns dias me dei conta que deixei de ser o repórter apurando matéria sobre tragédia, mas fazia parte dela como vítima.

O meu abraço e solidariedade aos amigos, conhecidos e todos que perderam seus familiares. Uma realidade triste que se repete e que juntos podemos mudar para que não volte a repetir-se.

Paz e bem, na alegria do Senhor Jesus e com as bençãos da Virgem Maria, um abraço a todos e todas.

Um novo ano, novas esperanças

Queridos amigos e amigas, irmãos e irmãs em Cristo e minha família, Mais um ano termina, ou, mais um que começa. Novas esperanças, novos sonhos, novos projetos e desejos que estão presentes em nossos corações. É verdade que os dois últimos anos não foram fáceis.

Medo, insegurança, perdas irreparáveis, disputas políticas deixando de lado o interesse pelo bom comum e priorizando as disputas ideológicas e partidárias. Economia instável, preços altos e subindo, perda de empregos e alguns conquistando novos postos de trabalho.

A ciência, usando todo potencial da tecnologia que avança a cada dia, para descoberta e fabricação em tempo recorde de vacinas para salvar vidas. Ao mesmo tempo e na mesma velocidade os vírus se espalham pelo mundo. Inclusive o vírus da indiferença, da descrença e do negacionismo na ciência, nas vacinas e na credibilidade de cientistas e profissionais de saúde.

Nos últimos dois anos, tudo é culpa da esquerda ou da direita, de progressistas ou conservadores, de algum país que quer dominar o mundo por meio de chips. O incrível é que a culpa pode estar em quem põe a culpa nos outros (rsrsrs).

No meio disso tudo o povo. Eu, você, ele, ela, nós, eles e elas. O povo, a classe média com perdas econômicas e principalmente pobre, sem recursos, sem emprego, apegado apenas a esperança de dias melhores. Mas todos sofrendo de alguma forma.

Em meio a tudo isso, neste ano que se vai, políticos se debruçam sobre a discussão do passaporte sanitário, uns contra e outros a favor. A população corre aos postos de saúde em busca das vacinas contra a Covid-19, a gripe e outras doenças. Corre as unidades de saúde em busca de um atendimento digno, uma consulta com o profissional de saúde, em busca de uma internação, de uma cirurgia ou apenas de uma mostra grátis de um medicamento, pois não tem dinheiro para comprar.

Enquanto políticos e a Justiça discutem o passaporte sanitário, em muitas comunidades do Brasil a população não tem o direito de ir e vir garantido na Constituição Federal de 1988. Comunidades dominadas por criminosos impõem aos moradores o passaporte social, impedindo que recebam serviços públicos e saem de suas casas com tranquilidade sem o medo de uma bala perdida ou com destino certo atingindo um jovem, uma criança, uma mãe ou pai, uma mulher grávida. Na sua maioria seres humanos negros que tiraram deles a oportunidade de viver mais um dia e chegar em 2022.

2021 não foi um ano fácil. Trouxe consigo o resultado da pandemia de 2020, quando o mundo parou. A pobreza aumentou. Milhares de famílias no Brasil e no mundo passaram a depender de alguém, de uma instituição e da boa vontade política do governo em criar programas e ações de assistência.

Mas, se a pobreza foi um problema crescente. Com ela venho a crise mundial sanitária, ambiental, econômica e política. Nas suas arrogâncias governos, mesmo dizendo o contrário, tentam reeditar políticas ultrapassadas e todas encobertas pelos argumentos da democracia, mas, que na verdade querem impor uma ditadura seja econômica ou ideológica.

Não foi nada fácil encarar 2021. Mas, somos persistentes. Lutamos bravamente. Encaramos o desafio de sermos sobreviventes no caos social, político e econômico que se estabeleceu no mundo desde o início da pandemia causada pela Covid-19.

São muitas pessoas que acreditaram em si mesmas, confiaram em dias melhores e foram à luta. Transformaram suas vidas e ajudaram a transformar a vida de outras pessoas. Exemplos não faltam. Não precisa esperar um programa de tv mostrar. Olhe a sua volta e vai encontrar alguém que superou as dificuldades, ou, que mesmo vivendo-às teve a coragem de sorrir, de abraçar o outro, de dar o ombro para alguém chorar.

Não faltam exemplos assim em nossas comunidades e, até mesmo, em nossa casa.

2021 não foi fácil, assim como não foi em 2020. Mas, e os anos passados, sem a Covid-19, sem um surto de gripe, foi fácil? Acredito que não. Mas, como somos persistentes, superamos as dificuldades e as tristezas. Seguimos em frente e entramos em 2022 esperançosos de dias melhores.

Não percamos a esperança.

Pois, em meio a tudo isso há sempre alguém que nos motiva a seguir em frente, a buscar o melhor, a sair da crise, a olhar para frente e pensar: eu posso, eu quero, eu vou conseguir.

Não é fácil, verdade, mas conte sempre com aquele que tudo pode e que dá sentido à nossa existência e que nos sustenta.

Você pode dar o nome que quiser. Mas tenha certeza de que em meio a todo caos que vivemos, com todas as tristezas e perdas que tivemos, Deus nunca nos desampara.

Ah! Você não acredita em Deus. Ok! Acredita numa força cósmica, na energia positiva. Ok! Não importa o nome que você dá. O certo é que sempre tem alguém ou algo olhando por nós e nos guiando.

Eu acredito em Deus. Não por uma experiência religiosa cultural. Mas, por ter experimentado sua presença em minha vida. São apenas 57 anos e, nos momentos mais difíceis, sempre contei com Deus para continuar seguindo e também, com diversas pessoas que foram e são motivadoras, como minha esposa e meu filho, para seguir em frente.

É verdade que não basta acreditar. É preciso caminhar, pois Deus nos aponta o caminho, nos dá as forças necessárias, mas não quer que fiquemos de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. Precisamos fazer a nossa parte.

Primeiro em nossa vida, depois na nossa família e por fim em nossa comunidade. Sempre em busca do melhor e do bem comum.

Afinal de contas, se você que leu este texto até aqui e, por algum momento concordou, discordou e sorriu é sinal que fiz a minha parte.

Agora é com você.

Seja feliz e faça alguém feliz com sua presença, afinal de contas tem sempre alguém precisando de você, mesmo que seja apenas para dar um oi e dizer, tudo bem, feliz 2022!

O brasileiro e a cultura da vacina

Na foto acima, uma das pistolas usadas para vacinar a população na década de 1960 e 1070 no Brasil.

 

Desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020, quando se começou a discutir a necessidade da vacina para combater a Covid-19, disse que não iria comentar o assunto por achar um dos maiores absurdos de nosso tempo.

Questionar a eficácia de uma vacina pode ser até justo e, de certa maneira, nos cabe fazer. Mas, tomar a posição de não se vacinar e querer influenciar outras pessoas a não se vacinarem, é um absurdo, pois, desde o século 10 está comprovado que a vacina é o melhor instrumento de prevenção contra as doenças.

Negar isto, é negar a história, é negar a ciência e é levar a humanidade aos séculos passados quando se duvidava sobre a eficácia das vacinas e dos medicamentos.

Clique na imagem para assistir um vídeo sobre a revolta da vacina do Jornal Gazeta do Povo

Cada um é responsável por si e deve decidir em tomar ou não determinado medicamento, mesmo sabendo que, se não tomar, corre o risco de morrer.

Dizer que não toma a vacina porque tem a imunidade alta é um erro, pois ninguém toma vacina porque está doente, ou porque está com a imunidade baixa. Toma-se a vacina para ajudar o corpo a aumentar sua imunidade contra determinada doença e para que não seja um transmissor dos vírus.

Infelizmente a questão da vacina no Brasil, como disse no início, quando começou a discussão foi levada para o campo ideológico e partidário.

Em momento algum se discutiu a saúde pública.

Pois se a discussão tivesse sido realizada a partir do ponto de vista e da estratégia de saúde pública, o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, as teria superado, pois tem o melhor e mais eficiente programa de imunização. Mas, como a discussão e ações de vacinação foram e partiram do campo político e ideológico, o sistema de imunização do país foi prejudicado e levamos muito tempo para colocá-lo em pleno funcionamento.

Os prefeitos que não optaram por não fazer política com o sistema de vacinação conseguiram, com todas as dificuldades apresentadas pelo Ministério da Saúde com a aquisição das vacinas contra a Covid-19, a desenvolver um programa que aos poucos foi atendendo a população.

Pela primeira vez, desde o início da pandemia, o Estado do Rio tem todos os municípios com baixo índice de risco da Covid-19

As medidas tomadas pelos governos municipais para vacinar a população conseguiram, a contragosto daqueles que pregam contra a vacina, o apoio da maioria dos brasileiros que foram aos postos em busca da vacina.

Por que a procura foi e está sendo grande?

Porque no Brasil, desde os tempos do Governo Militar, foi instituída a cultura da vacinação e por isso, a cada ano as campanhas sempre tiveram sucesso. É verdade que esta cultura foi implantada pelo sanitarista Oswaldo Cruz, que sofreu com a chamada “Revolta da Vacina”. Mas conseguiu fazer com que todos compreendessem a importância delas para prevenção e reduzir o número de mortes. Quem quiser saber mais, basta procurar no youtube vídeos sobre as campanhas de vacinação no Brasil é muito interessante e nos faz refletir sobre o momento que vivemos.

É importante lembrar que, as campanhas contra as vacinas ganharam seu auge com a Covid-19, mas já vinha sendo desenvolvida e divulgada pela internet em todo mundo. Por isso, nos últimos cinco anos, o percentual de crianças vacinadas sofreu uma grande redução.


No vídeo acima você conhece a história da vacina no Brasil.

Por que isso vinha acontecendo? Como não tenho dados científicos para provar, respondo a partir da minha observação.

A Campanha contra a vacina acontece, pois, como atuam na prevenção a doenças, houve uma grande redução de casos e com isso muitos deixaram de ganhar com medicamentos e internações.

Um dado interessante e que reflete a eficácia da vacinação, aliada a outras medidas sanitárias, é o número de crianças internadas. Por causa das medidas de prevenção, que passa pelo grande número de vacinas disponíveis para as crianças, estas não ficaram mais doentes como no passado e por isso, a maioria dos hospitais reduziram as enfermarias pediátricas e com isso, houve também uma redução no número de pessoas em busca da especialização em pediatria.

E agora, estamos vendo que muitos municípios, neste caso incluindo Petrópolis, estão registrando uma redução no número de pessoas internadas por Covid-19 e com toda certeza isto acontece devido a vacinação.

A população brasileira, como já disse, sabe que a vacina salva vidas. É preciso que os políticos deixem de lado a discussão política e ideológica e trabalhem para que o Brasil seja autossustentável na produção de vacinas. É fundamental que o Programa Nacional de Imunização seja respeitado e que, seja quem for, respeite aqueles que optam por não receber a vacina e aqueles que decidem se vacinar.


Propaganda de 1977 com o personagem Sigismundo sobre a importância da vacina.

O motorista: “Tenha um dia abençoado”

Na manhã de hoje, fui tomar um carro para ir ao trabalho. Ao final da viagem, como de costume, me despedi do motorista e lhe desejei um bom dia. Antes, ele já havia me dito “Deus o abençoe”. Respondendo a ele, desejei a mesma coisa e que tivesse um bom dia. A resposta foi: “Deus já abençoou e já estou tendo um bom trabalho”.

A resposta dele foi surpreendente pela confiança de que tudo está indo bem. Acredito que, como todas as pessoas, ele deve ter seus problemas, mas, me passou naquele momento uma confiança, me fazendo questionar por que não tomo a mesma atitude.

Confiar que as coisas vão dar certo, ou melhor, que já estão dando certo, pelo simples fato de abrir os olhos e ver que estou vivo, já é um motivo para agradecer a Deus.

Pois bem. Após este momento, lendo o capítulo 25 do livro de Isaías, me deparei com a seguinte afirmação: “Senhor, vós sois meu Deus; eu vos exaltarei e celebrarei vosso nome, porque executastes maravilhosos desígnios, concebidos, de há muito, com firme constância”. (Is 25,1)

Neste versículo encontrei a resposta para a confiança do motorista. De fato, cremos em Deus e que Ele providencia tudo para nossa existência. O que devemos fazer todos os dias é agradecer e confiar, que mesmo diante de uma dificuldade ou problema, o nosso dia é maravilhoso.

Muitos talvez, por diversos motivos, não tenham e não tiveram a mesma oportunidade. Mas eu estou tendo. Acordo, tomo meu café, tenho um emprego, tenho uma família que me ama. Ao longo do dia convivo com pessoas que de alguma maneira me ajudaram a ser quem sou. Tive e tenho pais que me amam.

Diante deste quadro, por que dúvida que meu dia será bom? Por que não acreditar que sou uma pessoa abençoada por Deus?

Então quer dizer que as pessoas que não olham desta maneira são abençoadas, não tem um dia bom. Sim, elas têm, pois são filhos e filhas de Deus. A diferença é que não creem em Deus, não confiam Nele e muitas vezes, não acreditam em si mesmas e não se olham como filhas e filhos de Deus.

Não sei se aquele motorista acredita de fato em Deus ou foi apenas educado. Mas, como partiu dele a frase “Deus o abençoe”, tenho plena certeza de que Deus, mesmo que seja de forma inconsciente, faz parte da vida dele. Por isso a certeza de que o seu dia, mesmo com suas dificuldades, é um bom e abençoado dia.

Assim como me questionei, deixou aqui algo um questionamento: Como você vê seu dia? Como uma benção e uma oportunidade para ser melhor ou como mais um dia, cheios de problemas e dificuldades?