Precisamos nos dá por completo a Deus

O trecho do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, escrito por São Lucas, no capítulo 21, do versículo 1º ao quarto, não precisa de muita explicação, pois a conclusão dada por Jesus já nos explica tudo: “…tudo que lhe restava para o sustento”.

Porém, é importante destacar que é importante nos entregarmos totalmente a Deus. Não podemos ser de Deus pela metade, apenas quando nos convém ou quando precisamos do seu apoio, consolo ou mesmo para reclamar da vida que levamos.

Ser completo de Deus, dar tudo, inclusive aquilo que é para o nosso sustento como fez a viúva do Evangelho, é confiar na providência. É confiar totalmente em Deus, inclusive nos momentos de tribulação.

Por isso, este trecho do Evangelho nos diz muito e não apenas do que precisamos dar com relação a bens materiais, mas nossa vida por completo.

Lembremos que Deus se deu e se dá por inteiro a nós. Ele não se dá pela metade e em resposta a este amor incondicional, precisamos nos dá a Ele por completo.

Que o Senhor da história, de nossa vida, por meio da intercessão da Virgem Maria, que se deu por completo a Deus, possamos a cada dia testemunhar este amor.

Paz e Bem, na alegria do Senhor Jesus com as bençãos e a intercessão da Virgem Maria.

O preconceito e a indiferença em nossa sociedade

O preconceito em nossa sociedade tem sido muito combatido e muitas pessoas acabam sendo denunciadas as autoridades policiais. No entanto, somos uma sociedade doente e que ainda precisa caminhar muito para compreender que podemos conviver com o diferente.

No Evangelho de São Mateus (13,53-58) encontramos uma situação onde Jesus também se depara com o preconceito e desprezo da comunidade onde vivia. Após pregar na sinagoga, aqueles que estavam lá ficaram admirados e questionavam-se perguntando e afirmando ao mesmo tempo: “Não é este o filho do carpinteiro?”.

A pergunta tem um grau de preconceito, pois como podiam admitir que o filho de um carpinteiro tivesse tanta sabedoria para ensinar no templo. Não deveria ele apenas exercer o ofício de seu pai? Jesus naquele momento sentiu o desprezo daqueles que eram de sua comunidade. Eram, como todos somos, preconceituosos, pois não admitidos que alguém, que nos é diferente seja melhor que nós e preferimos desprezar a pessoa.

O preconceito vivido por Jesus nesta passagem é o que todos os diversas pessoas passam, simplesmente por serem diferente.

Todos que me conhecem sabem que sou gordo e por conta disto uma deformidade abdominal, conforme foi classificado por um médico que consultei. Na verdade, no popular, é uma barriga grande, caída e que somente com cirurgia plástica vou resolver este problema.

É fato que, basta uma simples cirurgia e não terei mais o incomodo da barriga. Enquanto não faço (por diversos motivos), vivo uma vida normal sob o olhar atento de pessoas que demonstram seu preconceito e as mais diversas reações quando me veem.

Para mim, confesso, que as vezes me divirto com esta situação. Principalmente quando são crianças que fazem uma relação com a figura do bom velhinho, o Papai Noel. Fico feliz e embargo na imaginação delas.

Porém, fico incomodado quando vejo adolescentes, jovens, adultos (homens e mulheres) e idosos que com um olhar, um cochicho com quem está ao lado, um sorriso no canto da boca, ou mesmo uma piadinha demonstram seu preconceito e que não estão prontos para o que é diferente diante de seus olhos ou do que imaginam ser o perfeito.

Como pode alguém que rir ou tem um comentário preconceituoso exigir respeito. Muitas destas pessoas que tem um olhar preconceituoso por causa da minha barriga são as pessoas que em algum momento da vida vão pedir respeito por serem jovens, trabalhador, idoso, gay, negro, branco, etc, etc.

Sinceramente é uma situação que procuro levar numa boa. Como disse, a minha situação basta uma cirurgia. Mas, e aqueles que não podem contar com uma cirurgia e que constantemente sofrem com preconceito seja porque motivo for.

Vivemos numa sociedade hipócrita, preconceituoso, racista e discriminatória. Muitos possuem discursos de respeito ao direito e a dignidade da pessoa humana, mas na vida pessoal atuam como todos da sociedade. Ter discursos bonitos, que encanta a multidão é muito bom.

Porém, mais do que palavras necessitamos de atitudes.