Somos templo de Deus

O Evangelho de hoje (Jo 2,13-22) Jesus Cristo nos fala sobre a reconstrução do templo em três dias. Ela fala de si próprio, da sua ressurreição.

No entanto, Jesus nos ensina que somos templo de Deus, pois como batizados somos morada do Espírito Santo e por isso devemos cuidar deste tempo não o pervertendo.

Ao afirmar “…não façais da casa de meu Pai uma casa de negociante…” Jesus nos chama atenção para o que fazemos com nosso corpo, templo do Espírito Santo, morada de Deus.

Nascemos com o pecado original e se não cuidarmos, somos dominados por tudo que nos leva a perdição de nosso corpo.

A Virgem Maria foi preservada do pecado original por graça de Deus. Mas, podemos seguir seu exemplo e as recomendações de Jesus para que o nosso corpo, tempo do Espírito Santo, possa ser preservado de todo mal. “O zelo da tua casa me consome” (Sl 68,10).

Todos os dias são para o Senhor

No Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus, no capítulo 12, do versículo primeiro ao oitavo, Jesus deixa claro que a lei não pode ser maior que o ser humano e que ela deve ser feita para ajudar o ser humano e não para torna-lo escravo dela.

Mas como podemos ter esta compreensão, se Jesus neste texto do Evangelho não fala de lei, mas sim do sábado.

É verdade, no entanto, se olharmos o contexto histórico, verificamos que havia leis no tempo de Jesus, feita pelos doutores da lei, que criava uma série de restrições aos judeus e uma delas era sobre o sábado, que não podia trabalhar neste, pois no entendimento deles é o dia do descanso.

Jesus mostra que a visão deles estava errada e apresenta a história de Davi, que com fome enquanto fugia da perseguição de Saul entrou no templo e comeu os pães.

As regras são importantes enquanto nos ajudam na convivência social, a promover uma harmonia social, mas elas não podem escravizar o ser humano ao ponto de serem mais importantes que o amor.

Por isso Jesus condena a atitude dos fariseus e afirma que Ele, como Deus, quer mais misericórdia do que sacrifícios.

O que adianta uma pessoa que faz inúmeros sacrifícios, impondo-se a cumprir uma determinação regra ou lei, mais não tem misericórdia para com seus irmãos.

Olhando para nossos dias atuais é como uma pessoa que se impõe por obediência ir a Igreja todos os domingos, participa da missa, se confessa pelo menos uma vez por ano, mas não tem misericórdia com seus irmãos, não tem nenhum ato de caridade para com as pessoas que estão ao seu lado.

De fato, ela cumpre o que a Igreja orienta, mas, devemos lembrar sempre o que Jesus nos disse: “Nem todo aquele que me diz: senhor, senhor, entrará no reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (São Mateus 7,21)

Fazer a vontade de Deus

O Evangelho de Jesus segundo São Mateus, no capítulo 12, do versículo 46 ao 50, narra o momento em que alguém avisa Jesus que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora. Jesus pergunta quem é sua mãe e seus irmãos e aponta para todos que estavam ao seu redor, afirmando que aquele que faz a vontade de Deus é sua mãe e seu irmão e sua irmã.

Este texto do Evangelho é muito conhecido e já gerou muitas discussões sobre a afirmação, mesmo que falsa e sem compreensão sobre os irmãos de Jesus.

Porém, o que me chama atenção neste texto é exatamente o versículo 50: “Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”.

Paremos para pensar um instante e responder a esta pergunta: eu me sinto irmão e irmã de Jesus Cristo? Eu faço a vontade de Deus-Pai?

As respostas aos dois questionamentos estão intimamente ligadas, pois uma depende da outra. Lembremos o que diz a Virgem Maria nas Bodas de Caná: “Fazei tudo que Ele, Jesus, vos disser”.

Aqui está cumprir a vontade de Deus-Pai, pois o que Ele nos pede é para que sejamos fiéis ao seu amor. Para que cumpramos o seu mandamento que resumiu em apenas dois: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

Fazer a vontade de Deus é seguir o exemplo da Virgem Maria quando, mesmo sem compreender bem o que estava acontecendo,  respondeu Sim ao projeto de Deus, confiando totalmente em Deus.

Será que nós confiamos em Deus a ponto de segui-lo totalmente, realizando em nossa a sua vontade e cada um deve compreender e perceber o que Deus lhe pede, pois a todos pede que nos amemos mutuamente, como ele nos amou e ama.