Leis e tradição devem favorecer a relação com Deus e entre o ser humano

O Evangelho de hoje (Mc 7,1-13) da liturgia nos fala de seguir a tradição e leis.

O que não é nenhum mal e nem erro. Porém, o cuidado que devemos ter é quando a tradição se torna superior as leis de Deus e até mesmo a relação entre o ser humano e Deus e entre os próprios homens e mulheres.

Precisamos tomar cuidado, pois, as vezes algo que é colocado como tradição e deve ser seguido está cheio de erros ou, não condiz com a realidade que vivemos.

Tudo é e deve ser feito para aproximar o ser humano de Deus e promover a comunhão entre os homens e mulheres e não para afastar, causar divisão ou escravizar o ser humano. Corremos o risco de ficarmos escravos de leis, preceitos, achismos, de tradições criadas pelo ser humano e de tantas outras coisas. Continue lendo “Leis e tradição devem favorecer a relação com Deus e entre o ser humano”

O Papa convida: “Leiam o Evangelho todos os dias”

“Tenhamos o hábito de levar sempre um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa, para que possamos lê-lo durante o dia, pelo menos três, quatro versículos”, é o convite do Papa Francisco no domingo da Palavra de Deus

Jane Nogara – Vatican News

Após o Angelus, o Papa Francisco recordou que este domingo é dedicado à Palavra de Deus. Francisco disse:

“Um dos grandes dons de nosso tempo é a redescoberta da Sagrada Escritura na vida da Igreja em todos os níveis. Nunca antes a Bíblia foi tão acessível a todos: em todas as línguas e agora também em formatos audiovisuais e digitais. Continue lendo “O Papa convida: “Leiam o Evangelho todos os dias””

Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 2,13-17

Jesus foi a casa do cobrador de impostos e afirmou que o médico vai ao encontro dos doentes. Nós estamos sempre doentes por causa de nossos pecados, por isso não devemos esperar Jesus vir ao nosso encontro, devemos e precisamos buscá-lo sempre para que possamos nos curar de nossos pecados. Só assim viveremos a alegria evangélica.

Papa fala que podemos ser luz para os outros

 

Cristo é a estrela, mas também nós podemos e devemos ser a estrela, para os nossos irmãos e irmãs, como testemunhas dos tesouros de bondade e infinita misericórdia que o Redentor oferece gratuitamente a todos.”

No Angelus na Solenidade da Epifania, rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, o Papa invocou a proteção de Maria sobre a Igreja universal, “para que possa difundir no mundo inteiro o Evangelho de Cristo, luz de todos os povos.”

“A salvação operada por Cristo – começou explicando Francisco – não conhece fronteiras, é para todos. A Epifania não é outro mistério, é sempre o mesmo mistério da Natividade, mas visto na sua dimensão de luz: luz que ilumina cada pessoa, luz para ser acolhida na fé e luz para ser levada aos outros na caridade, no testemunho, no anúncio do Evangelho.” Continue lendo “Papa fala que podemos ser luz para os outros”

Ficar atentos para vinda do Senhor

Iniciamos hoje o Tempo do Advento, tempo de preparação e espera para vinda do Senhor Jesus Cristo. Celebramos este período certos de que o Senhor já venho, mas vivemos na esperança da sua segunda vinda quando vai separar o joio e do trigo. Como nos ensinou o próprio Cristo devemos ficar atentos e nos preparar para sua vinda, para que não sejamos pegos de surpresa e despreparados. Por isso, aproveitemos bem este momento para nos preparar e celebrar com grande alegria a vinda do Senhor

Nossa Senhora das Graças

Celebramos hoje a festa de Nossa Senhora das Graças, quando refletimos sobre a importância da Virgem Maria na vida da Igreja e na vida de cada cristão. Sem dúvida nenhuma, todos os cristãos católicos têm um grande amor por Maria, não apenas por ser ela a mãe de Jesus Cristo, mas, principalmente e indiscutivelmente, por ser ela a nossa mãe.

Ela está junto do Pai e do Filho intercedendo por cada um de nós. Seu amor é incondicional e mesmo não sendo digno de tão grande amor, a Virgem Maria não nos abandona, não esquece de Deus e está sempre intercedendo por nós.

Qual a nossa resposta a este amor incondicional? Como vivemos o nosso dia a dia?

A resposta é simples e foi ela mesma que nos deu: “Fazei o que Ele (Jesus) vos disser”. (Jo 2,5)

Ainda segundo a Virgem Maria para responder ao seu amor é apenas cumprir a vontade do Pai, manifestada por seu filho, Jesus Cristo.

Precisamos nos dá por completo a Deus

O trecho do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, escrito por São Lucas, no capítulo 21, do versículo 1º ao quarto, não precisa de muita explicação, pois a conclusão dada por Jesus já nos explica tudo: “…tudo que lhe restava para o sustento”.

Porém, é importante destacar que é importante nos entregarmos totalmente a Deus. Não podemos ser de Deus pela metade, apenas quando nos convém ou quando precisamos do seu apoio, consolo ou mesmo para reclamar da vida que levamos.

Ser completo de Deus, dar tudo, inclusive aquilo que é para o nosso sustento como fez a viúva do Evangelho, é confiar na providência. É confiar totalmente em Deus, inclusive nos momentos de tribulação.

Por isso, este trecho do Evangelho nos diz muito e não apenas do que precisamos dar com relação a bens materiais, mas nossa vida por completo.

Lembremos que Deus se deu e se dá por inteiro a nós. Ele não se dá pela metade e em resposta a este amor incondicional, precisamos nos dá a Ele por completo.

Que o Senhor da história, de nossa vida, por meio da intercessão da Virgem Maria, que se deu por completo a Deus, possamos a cada dia testemunhar este amor.

Paz e Bem, na alegria do Senhor Jesus com as bençãos e a intercessão da Virgem Maria.

Somos templo de Deus

O Evangelho de hoje (Jo 2,13-22) Jesus Cristo nos fala sobre a reconstrução do templo em três dias. Ela fala de si próprio, da sua ressurreição.

No entanto, Jesus nos ensina que somos templo de Deus, pois como batizados somos morada do Espírito Santo e por isso devemos cuidar deste tempo não o pervertendo.

Ao afirmar “…não façais da casa de meu Pai uma casa de negociante…” Jesus nos chama atenção para o que fazemos com nosso corpo, templo do Espírito Santo, morada de Deus.

Nascemos com o pecado original e se não cuidarmos, somos dominados por tudo que nos leva a perdição de nosso corpo.

A Virgem Maria foi preservada do pecado original por graça de Deus. Mas, podemos seguir seu exemplo e as recomendações de Jesus para que o nosso corpo, tempo do Espírito Santo, possa ser preservado de todo mal. “O zelo da tua casa me consome” (Sl 68,10).

Entrevista com Phelippe Guedon sobre a reforma do Congresso

Publicada na Tribuna de Petrópolis em 2016

Faltam apenas 75 dias para aprovação ou não do projeto de reforma política no Congresso Nacional, mas, como deputados e senadores estão envolvidos em várias CPIs, corre-se o risco deste prazo terminar sem nenhuma mudança na legislação eleitoral. Ficando o que está – Cláusula de barreira de 5% dos votos apurados – ou alterando para nova proposta (2%), o certo é que os partidos pequenos – nanicos – vão desaparecer, ficando apenas aqueles considerados grandes e na atual conjuntura política ficam apenas o PMDB, PFL, PSDB e o PT, se sobreviver a crise política.  

Esta análise é feita por Phelippe Guedon, líder político do PHS, que desde a publicação da Lei 9096/95, no governo FHC, vem tentando alertar as lideranças políticas para o risco do desaparecimento dos partidos pequenos, mas segundo ele, “até o momento ninguém se mostrou interessado em discutir e buscar uma solução para o problema. Lamentavelmente vejo declarações a favor de reduzir o número de partidos, como se este fosse o problema político do país, como se o fim dos partidos pequenos resolviria o problema moral e ético na política brasileira”.  

Para Guedon, o Artigo 13 da Lei 9096/95 é uma agressão a democracia, “é uma revolução contra a democracia”.  A nova proposta, que reduz de 5% para 2%, segundo ele, não resolve o problema, pois existe no novo projeto a determinação de que um partido para existir tem que eleger pelo menos um deputado federal em cinco estados. 

Uma das denúncias feitas e sustentadas pelo líder do PHS é que a Lei 9096/95 impediu a criação de novos partidos e uma prova disto é a dificuldade porque passa os criadores do PSOL. “Este é um partido que antes de nascer já está morto e com ele, nas próximas eleições estarão os outros partidos pequenos”. Phelippe Guedon afirma que por trás está o financiamento público de campanha que mobiliza cerca de R$ 2 bilhões. Se existir quatro ou cinco partidos, o montante dividido é maior, mas se existir mais que isso, o valor a receber será menor.  

Como não vê nenhuma perspectiva de que haja mudança na lei, Phelippe Guedon sustenta que existe formas para se reverter este quadro, cumprindo a atual legislação eleitoral ou a futura reforma, escapando assim da cláusula de barreira, “mas para isso é preciso que as lideranças começem a conversar sobre o problema”. Dentre as propostas apresentadas está a confederação dos partidos ou a criação de um partido, que abrigaria três ou quatro partidos que juntos somariam mais de 5% por cento.  

Com a nova sigla ou a confederação, cada partido manteria sua identidade, seu estatuto e se atingisse os 5% então deixaria a união partidária depois de um prazo, para que nova sigla ocupasse seu lugar. “O que não podemos permitir é que um programa, elaborado para acabar com a representação partidaria no país tenha sucesso. O país, com a dimensão do Brasil não pode ter apenas quatro partidos”.  

Veja a seguir trechos da entrevista: 

Tribuna – Que problemas a cláusula de barreira cria para os partidos? 

Guedon – O principal problema é que exclui do processo político todos os partidos pequenos, isto é, a minoria. No Brasil a legislação defende as minorias e pune quem promove qualquer tipo de discriminação, mas na política querem fazer justamente o contrário. Querem acabar com a minoria, que são os partidos pequenos, o que é um absurdo. 

Tribuna – Quem defende esta idéia, afirma que em outros países existem poucos partidos? 

Guedon – É mentira. Na França existem cerca de 18 partidos e na Grâ-Bretanha mais de 80 partidos. A Constituição me dá o direito de criar um partido, mas querem pela legislação eleitoral impedir o funcionamento dos chamados pequenos. Que mal há no partido que existe apenas num estado ou numa região. O que querem na verdade é restringir o direito das pessoas de participarem do processo político através de um partido que ele se identifique.  

Tribuna – Como o senhor vê a reforma política? 

Guedon – A reforma tem coisas boas, como fidelidade partidária, mas tem problemas, como a limitação para o funcionamento dos partidos. A reforma propõe ainda o voto de lista, que é na verdade o voto no partido e entra quem for os primeiros indicados da lista. Acaba com a verticalização, podendo votar no candidato de qualquer partido, permite a criação da federalização de partidos e limita o funcionamento dos partidos, mantendo os cinco por cento ou reduzindo para dois. Eu não acredito que esta reforma passe, pode ser que alguns pontos de interesse dos deputados seja aprovado, mas ela toda não será.   

Tribuna – A quem interessa a cláusula de barreira? 

Guedon – Aos donos de partidos. Eles são os principais beneficiados pela reforma. Eles estão criando outro problema político, que é a dinastia política. 

Tribuna – Como Petrópolis pode contribuir neste processo? 

Guedon – Petrópolis poderia contribuir e muito. As lideranças políticas aqui presentes poderiam iniciar a discussão sobre o assunto, dando um exemplo para o país. Não quero acreditar que vão esperar a morte do partido para começar agir, é preciso iniciar esta discussão agora para que possamos dar ao país uma nova proposta, contra o que estão querendo implantar no país.